Audiometria
A audiometria é o exame padrão para avaliar a capacidade auditiva do paciente. Seu objetivo é determinar o tipo, o grau e a configuração de uma possível perda auditiva, fornecendo dados essenciais para o diagnóstico e planejamento terapêutico.

O exame é dividido em duas etapas principais. Na audiometria tonal, o paciente utiliza fones de ouvido e responde a sons de diferentes frequências (graves a agudos) e intensidades, permitindo traçar o limiar auditivo em cada tom. Na audiometria vocal, avalia-se a capacidade de compreender e repetir palavras em diferentes volumes, medindo o percentual de inteligibilidade da fala.
O procedimento é simples, indolor e realizado em cabine acústica. Tem duração média de 30 a 40 minutos, e o paciente recebe o resultado logo ao final.
Imitanciometria
A imitanciometria é o exame que avalia a integridade funcional da orelha média — o espaço logo atrás do tímpano por onde o som é transmitido até a cóclea. Seu objetivo é diagnosticar condições como perfurações timpânicas, disfunções da tuba auditiva, presença de líquido ou infecção na orelha média (otite média) e fixação da cadeia ossicular (otosclerose).
O exame é composto por duas medições complementares. A timpanometria insere uma sonda suave no canal auditivo que varia a pressão do ar enquanto emite um tom, gerando um gráfico (timpanograma) que mostra como o tímpano e a cadeia ossicular se movimentam. Já a pesquisa dos reflexos estapedianos mede a contração involuntária de um pequeno músculo da orelha média em resposta a sons mais intensos, avaliando a integridade da via reflexa que envolve o nervo auditivo, o tronco encefálico e o nervo facial.
O procedimento é rápido, indolor e não exige participação ativa do paciente — basta permanecer quieto. Tem duração média de 10 a 15 minutos, e o resultado é interpretado logo ao final.
BERA -Potencial Evocado Auditivo de Tronco Encefálico
O BERA — também chamado de PEATE — é um exame eletrofisiológico que avalia a resposta do sistema auditivo desde o nervo auditivo até o tronco encefálico. Seu objetivo é estimar os limiares auditivos de forma objetiva (sem depender da resposta do paciente) e verificar a integridade das vias auditivas neurológicas. Por isso, é amplamente utilizado em triagens auditivas neonatais, diagnóstico de perda auditiva em bebês e crianças pequenas, e na investigação de alterações retrococleares, como tumores do nervo auditivo.

O exame é simples e indolor. O paciente permanece deitado e relaxado enquanto pequenos eletrodos são fixados na cabeça. Fones de ouvido emitem sons do tipo clique ou tom, e o equipamento registra as ondas elétricas geradas pelo nervo auditivo e pelo tronco cerebral em resposta a esses estímulos. Em bebês, o exame costuma ser feito durante o sono natural; em crianças maiores ou adultos, basta permanecer quieto e relaxado.
A duração varia conforme a finalidade — a pesquisa de limiares leva cerca de 40 a 60 minutos, enquanto a avaliação neurológica completa é realizada em aproximadamente 30 a 40 minutos.
Teste da Orelhinha (Emissões Otoacústicas Evocadas)
O teste da orelhinha — também chamado de Emissões Otoacústicas Evocadas ou Triagem Auditiva Neonatal — é um exame rápido e indolor que avalia o funcionamento da cóclea, o órgão da audição localizado no ouvido interno. Seu principal objetivo é detectar precocemente possíveis perdas auditivas em recém-nascidos, permitindo intervenção antes mesmo do desenvolvimento da fala.

O exame é bastante simples. Uma sonda macia e de tamanho adaptado ao bebê é inserida delicadamente na entrada do canal auditivo. Essa sonda emite estímulos sonoros de baixa intensidade e capta a resposta gerada pelas células ciliadas da cóclea — um eco sonoro minúsculo produzido pelo ouvido interno quando funciona adequadamente. Não há agulhas, desconforto ou qualquer risco para o bebê. O ideal é que o exame seja feito com o bebê dormindo ou quieto, preferencialmente durante o sono natural.
A duração é de aproximadamente 5 a 10 minutos para cada ouvido, totalizando cerca de 10 a 20 minutos para o exame completo. O resultado é liberado imediatamente após a conclusão.
Testes Vestibulares com VENG (Vectoeletronistagmografia)
Os testes vestibulares com VENG — também chamados de vectoeletronistagmografia — são o conjunto de exames que avaliam a função do sistema vestibular, responsável pelo equilíbrio corporal. Seu principal objetivo é investigar a origem de tonturas, vertigens e desequilíbrios, identificando se o problema está no labirinto (orelha interna), no nervo vestibular ou em estruturas centrais do sistema nervoso.
O exame é composto por uma bateria de provas específicas, realizadas com o paciente sentado ou deitado em uma maca. Pequenos eletrodos são fixados ao redor dos olhos para captar os movimentos oculares involuntários (nistagmo), enquanto estímulos como mudanças de posição da cabeça, irrigação do conduto auditivo com água ou ar quente e frio (prova calórica) e estímulos visuais são aplicados. O paciente permanece acordado durante todo o procedimento seguindo comandos simples.
A duração total é de aproximadamente 40 a 60 minutos, dependendo da quantidade de provas realizadas e da colaboração do paciente. O resultado é analisado e liberado em até 5 dias úteis. É necessário suspender alguns medicamentos que serão indicados no momento do agendamento.
Posturografia (Posturografia Dinâmica Computadorizada)
A posturografia — também chamada de posturografia dinâmica computadorizada — é o exame que avalia o equilíbrio corporal e o controle postural de forma global e objetiva. Seu principal objetivo é identificar a origem dos desequilíbrios e instabilidades, diferenciando se o problema está no sistema vestibular (labirinto), na visão, na propriocepção (sensibilidade dos pés e articulações) ou no sistema nervoso central, que coordena a integração dessas informações para manter a postura.
O exame é realizado com o paciente em pé sobre uma plataforma sensível, posicionado dentro de um ambiente controlado com estímulos visuais móveis ao redor.
Videolaringoscopia com Ótica Rígida / Videolaringoestroboscopia

A videolaringoscopia com ótica rígida é um exame que permite a visualização ampliada e detalhada da laringe e das pregas vocais por meio de um telescópio rígido acoplado a uma câmera de alta definição. Seu principal objetivo é diagnosticar alterações como nódulos, pólipos, cistos, edema de Reinke, paralisia de prega vocal, sulcos vocais, lesões suspeitas e tumores da laringe.
O exame é realizado com o paciente sentado, de boca aberta e língua para fora. O médico insere cuidadosamente a ótica rígida — um tubo metálico fino com lentes e luz na ponta — posicionando-a na região posterior da cavidade oral para visualizar a laringe em detalhes. Durante o procedimento, o paciente emite sons como “ééé” para avaliar a mobilidade, o fechamento e a simetria das pregas vocais. O exame é gravado em tempo real, permitindo análise posterior e comparações futuras.
A duração é de aproximadamente 5 a 10 minutos, e o resultado é discutido com o paciente logo após o exame.
Videoendoscopia Nasal com Ótica Flexível
A videoendoscopia nasal — também conhecida como nasofibroscopia — é um exame que permite a visualização detalhada de toda a cavidade nasal, da faringe e da entrada da laringe. Seu principal objetivo é diagnosticar causas de obstrução nasal, desvios de septo, sinusites, pólipos, hipertrofia de adenoides (“carne crescida”), além de avaliar roncos, apneia e queixas de garganta.

O exame é realizado com o paciente sentado, utilizando um nasofibroscópio flexível — um tubo muito fino e maleável com uma câmera de alta definição na ponta. O médico introduz suavemente o aparelho por uma das narinas, percorrendo o interior do nariz até a região da rinofaringe. O procedimento é indolor, embora possa causar uma leve sensação de pressão ou cócega, e o paciente permanece acordado e respirando normalmente durante todo o tempo.
A duração é de aproximadamente 5 a 10 minutos, e o resultado é discutido com o paciente logo após a conclusão do exame.
